05/02/2018 by marioregueira

(galego) Tripas, de Alberte Momán

27/11/2017 by marioregueira

(galego) Vestir a noite, de Olalla Cociña Lozano

14/01/2016 by marioregueira

Os melhores livros (galegos) de 2015

As listas de “melhores livros são o que são: pessoais, incompletas, e forçosamente subjectivas. Apesar disso, a minha decisão de participar nelas vem dada porque acho que alguma utilidade seguem a ter, ainda que seja para ajudar a outras pessoas a escolher um livro ou a não escolhê-lo em absoluto. O primeiro que devêramos clarificar é que, por sorte, é impossível ler toda a produção anual em língua galega. E eu não o fixem, mas é certo que, mesmo num ano com tão pouco tempo para a leitura recreativa como foi este 2015, dei conta de uma parte importante dela. E dos livros que li eu destacaria três. Se calhar os melhores. Se calhar não. Se tendes que ler só três livros editados em 2015, eu recomendaria que lêreis estes. E se tivéreis que levar três livros a uma ilha deserta… Eu recomendar-vos-ia que não leveis livros a uma ilha deserta. Levai uma cana de pescar. Ou uma zodiac para poder voltar.

Detalle da portada de Cabalos e lobos

Cabalos e lobos, de Fran P. Lorenzo (Edicións Xerais).

Não só o que considero o melhor romance deste ano, senão também um das mais destacados do último lustro da literatura galega. Com uma ambientación viguesa que supera a vigo-exploitation que começa a campar nas nossas letras e resgata as verdadeiras entranhas da cidade, a sua memória operária e combatente, a suas histórias privadas, as vezes tão importantes como essa história colectiva, ou ao menos assim consegue o autor que as vejamos. Uma obra com um início espectacular e um ritmo absolutamente invejável que consegue mergulhar o lector numa história na que o passo das guerras e da repressão franquista oculta um passado familiar que iremos descobrindo pouco a pouco.

Seique, de Susana Sánchez Arins (Através)

Confesso que cada vez me custa mais entusiasmar com a poesia. E pode que o melhor exemplo é que, de todos os livros do género, escolha Seique, que não é poesia, ainda que também não é exactamente narrativa breve e definitivamente não é um romance. Finjamos que é poesia por estar escrito por uma poeta ou porque as coisas que não sabemos qualificar nessa fluência dos géneros literários são quase sempre poesia. Seique aborda as questões da memória e do legado da guerra civil espanhola duma forma completamente inovadora para a literatura galega. Tomando como ponto de partida a participação de um dos seus familiares na repressão franquista, a autora consegue evocar essa complexa posição e falar da dificuldade de construir narrativas sobre o trauma e da relação entre a violência intra-familiar e a violência política, se calhar duas caras da mesma moeda.

Marxes e centros

Marxes e centros. Para unha socioloxía do campo cultural, de Antón Figueroa (Laiovento).

Um amigo dizia-me há pouco que, se eu era bourdieano, era por ser previamente, e de forma bem mais intensa, figueroano. Tem parte de razão e nunca neguei que Antón Figueroa foi um dos mestres mais excepcionais que tive a fortuna de encontrar na minha trajectória académica. Este livro recopila uma parte importante dos seus artigos dos últimos anos, a maior parte deles referidos coerentemente a uma perspectiva sociológica sobre o desenvolvimento das culturas, e especificamente de culturas periféricas ou subalternas como a galega. Porém, o volume também é interessante por contar com uma entrevista final realizada pelos editores ao autor e que, pelas poucas vezes que Figueroa tem falado de sim próprio nestes anos, resulta uma alfaia que ajuda também a conhecer melhor uma das mentes mais preclaras que têm dado os estudos literários galegos.

#2015#Antón Figueroa#Através#ensaio#Fran P. Lorenzo#Laiovento#Libros#Literatura#narrativa#poesía#Susana Sánchez Arins#Xerais

01/08/2013 by marioregueira

As palabras (e o Festival de Poesía do Condado)

Quedan algo máis de dez días para que o Festival de Poesía do Condado remate a súa campaña de financiamento, e resulta case obrigado animar ás persoas que aínda len esta humilde e irregular bitácora a que axuden a dar ese pulo final que permita chegar ao obxectivo marcado.
A estas alturas case calquera cousa que se poida dicir sobre o Festival da Poesía do Condado será, seguramente, redundante. Calquera persoa que ande metida no mundo das letras sabe do seu valor, da súa lonxevidade e da importancia do traballo das persoas que axudaron, en todo este tempo, a mantelo vivo. Nun país que produce tanta poesía como produce o noso, resulta estraño decatarse de que poucas son realmente as iniciativas que a valoran na medida en que o merece, facéndoa protagonizar actos coma este.
Porén, non só por iso resulta importante que o Festival se manteña vizoso e vivo. Ademais de favorecer a difusión da obra poética, de dar de comer e beber ás persoas que a producen e aínda de fortalecer os lazos que o noso país ten coa lusofonía, o Festival de Poesía do Condado cinguiuse sempre ao lado máis subversivo que teñen as palabras, deixándose empapar polo seu discurso para reivindicar a utopía, mundos máis xustos, ou desobediencias como a deste ano. Dalgunha forma, se agora precisan o noso apoio é porque nunca apostaron por reducir a palabra das poetas aos límites cómodos dos libros, os actos puntuais ou os discursos institucionais. A súa dedicación foi a de facer fluír os versos cara á comunidade, empregalos como claves na súa liberación, fomentar esa noite máxica na que a distancia entre nós e as palabras se reduce até desaparecer. Axudemos a que o seu traballo poida durar moitos anos máis e a que poidamos seguir despedindo o verán nesa festa anual ao pé do Miño.

Como curiosidade, o verso co que comeza o meu discurso de apoio (na parede a na miña boca) é dun dos poemas máis fascinantes escritos nunca: You are welcome to Elsinore, de Mário Cesariny, e que algún día aprenderemos a recitar como convén.

#Activismo e resistencia#Cotidiano#Literatura#poesía

07/07/2008 by marioregueira

Nacer é unha república de árbores

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